Sem querer contar histórias não posso deixar de relatar o
meu primeiro contato com o elemento principal deste prato , a pescada amarela. Pois bem, a mais de vinte anos atrás
em Armação da Piedade Santa Catarina,
uma vila de pescadores que outrora fora
um posto de beneficiamento de óleo de baleia usado largamente na iluminação das vias publicas, da época do
império até o século XIX ; na venda de um grande amigo que ali tinha se estabelecido,
recebemos de um pescador da região uma pescada amarela de aproximadamente 10kg
para guardar no freezer cortada em postas da aproximadamente quatro centímetros, não sem antes separar duas postas
para experimentos gastronômicos.
Pois bem, grelhamos as postas temperadas apenas com flores
de sal e um susto de alfavaca, pois o sabor deste peixe é indescritível e saboreamos
com legumes gratinados, puxados em manteiga e peperoni. Sabe quando
você marca um ponto de restauração no
computador para poder voltar ao normal quando dá algum tilt, enfim , este sabor
marcou um padrão de paladar para peixes de agua salgada que vinha buscando por
anos a fio.
Enfim, ao provar a Pescada Amarela com molho de romã e purê
de mandioquinha, reencontrei, a crocância, a tênue umidade interior e o sabor que a vinte anos
buscava. A criação do amigo e chef João Soto me remeteu a todos estes sabores
que agora sei onde posso encontrar:
Restaurante Carmina




